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sábado, 14 de junho de 2014

Dramas iogurteiros

 Sábado de manhã, cedinho, ao fim de uma noite mal dormida e num dia de calor descomunal.
 Uma criatura arrasta-se ensonada pela casa, até à banheira. A larica instala-se e a criatura com pressa para amenizar os demónios estomacais vai ao frigorífico, pega um iogurte e arrasta-se mais uma vez até ao quarto, onde se vai preparar a rigor para mais uma entrevista da lista.
 Conhecem a tampinha de alumínio que por norma vem a selar, e bem, o liquido da garrafa, não é? A criatura também conhece, ou tinha esperança que sim. É então que retira a tampa de plástico da garrafa e assim que começa freneticamente a agitar o iogurte, uma nhanha espessa iogurteira dispara para todos os lados. Fosse cama, cómoda, televisão, chão, gatos, as calças formais imaculadas preparadas para a entrevista (que, por uma sorte descomunal, estavam do avesso e evitou-se então uma tragédia maior)... Tudo ao alcance da ira do iogurte cujo selo foi violado ficou condenado. E a criatura estúpida com tanto sono que a possuía ficou ali, impávida e serena a tentar perceber que tempestade por ali tinha passado.
 Só a mim!

("Pessoas queridas" que abrem os iogurtes nos supermercados, não os metam de volta na embalagem, plo amor da santa! Já uma vez trouxe um pack em que uma das garrafas tinha sido bebida. Hoje foi esta... Temo pela terceira vez!)

terça-feira, 3 de junho de 2014

Santa pachorra!

 Há ofertas de emprego que nem deveriam de ser chamadas de tal. Deveriam até de ser proibidas! Só servem para perder tempo e paciência!
 Em duas entrevistas a que compareci hoje nenhuma oferecia contrato, salário base e subsídio de alimentação! Ne-nhu-ma! Era um "trata de angariar clientes e vender casas que assim recebes comissão".
 Obviamente que uma pessoa que nunca trabalhou no ramo imobiliário, sem qualquer tipo de contactos, iria conseguir vender tanto como um vendedor de gelo em plena tempestade de neve. (E nos meses em que não se vender nada, pago as contas e a comida com o ar?) 

 É que não há cu que aguente! E eu cada vez tenho menos paciência para estas andanças!

domingo, 1 de junho de 2014

"A culpa é da crise!"

 Começo a mentalizar-me de que, neste país, a probabilidade de me sair o euro milhões é infinitamente superior à possibilidade de conseguir um emprego!

 (E eu nem sequer jogo!)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Americanos.

Então basicamente o pessoal da América quer matar pessoas que mataram pessoas, porque é errado matar pessoas.

Bravo!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Judite.

 Depois de passar os olhos por tantos posts sobre a "famosa entrevista" de Judite de Sousa ao tal rapaz brasileiro, lá me dignei eu a ver tal coisa.
 Confesso que dá para rir, e bem. É o espelho da sociedade que temos, infelizmente.
 Uma pessoa com um ordenado muito acima do nosso salário minimo nacional (referindo-me à D. Judite), teve um momento iluminado no qual achou perfeito falar em privilégios e obrigações do tal rapaz. Ora bem, posto isto de forma muito simples, se ele que tem imenso dinheiro tem (e não, não tem) obrigação de ajudar os que estão em dificuldades, não estará na lista de obrigações dela também? Tendo em conta que ganha mensalmente o salário minimo multiplicado por 56? Terá esta senhora a consciência tranquila, quando passa por algum sem abrigo ou algum necessitado e por acaso correrá ela em seu auxílio? Porque se considera obrigação do rapaz, não seria dela também, porque ela não é também uma privilegiada? Foi falar o roto ao nú...
 Sem referir os ataques todos infundados, o tom agressivo com que a entrevista foi conduzida e o facto de nem deixar o moço acabar de falar muitas das vezes, é caso para ter a certeza que estamos todos entregues aos bichos e ao cancro intelectual desta gentalha hipócrita.
 Em relação ao rapaz ter possivelmente um relógio de 50 mil euros, não é também problema dele? Aposto que se a senhora gostar de u'mamala Chanel e tiver possibilidade de a comprar que o fará, sem pensar sequer duas vezes nas almas pobrezinhas da crise deste país. Tal como qualquer um de nós, se fossemos mais abastados e pudéssemos gastar num pequeno ou grande luxo, qual seria o pecado de tal esbanjamento? Absolutamente nenhum! Tal como não teremos lugar garantido no céu só porque damos uma esmola a alguém mas não é certamente por isso que o vamos deixar de fazer.
 Tirando isto, adorei a nova visão sobre as tatuagens! Ter tatuagens é sinal de excentricidade. Pode ser que agora passe também eu a ser vista de outra maneira e me estendam algum tapete vermelho, em vez do tapete do preconceito. Ai, ai...

(O meu Benfica lá começou outro campeonato a não ganhar nada, mas não quero sequer abranger demais tal tema...)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O dissabor do não saber.

 Aquele espetáculo multimédia que é projectado no Terreiro do Paço é realmente uma iniciativa fantástica com uns bastantes agradáveis 17 minutos, que valem e bem a pena. Está mais que recomendada uma espreitadela!

 Como não há bela sem senão, entristece-me imenso que, naquele mar de gente existam pessoas que, com idade para serem meus pais, digam em público atrocidades do seguinte género:
 "- Viriato foi aquele gajo que lutou lá contra os bárbaros." - Hum, sei. Só que não.
 "- D. Nuno Álvares Pereira foi o primeiro rei!" - isto dito para a criancinha que um dos progenitores tinha ao colo. Se começam com o déficit cognitivo desde pequenos não me admira a quantidade de bestas que este país terá daqui a uns anos. Sem falar, claro, nas actuais bestas que já por cá passeiam e debitam tais barbáries da boca para fora.
 Ou até mesmo pessoas que não sabem diferenciar o Reino de Castela com o actual país nosso vizinho. É que não eram beeem a mesma coisa. Mas isto sou eu, uma pessoa que pouco ou nada sabe. Apenas tenho medo que qualquer dia o pouco de QI que tenho me fuja, quando sou prendada pelos deuses com estas abéculas.


Num desabafo mais sincero, após tal belo espectáculo (e sem ironia aqui), dá para largar uns grandes suspiros e pensar o quão grandiosos e destemidos já fomos...


P.S- As fotos estão uma senhora porcaria comparando com a projecção. Vão lá e apreciem. :)

sábado, 10 de agosto de 2013

A Cleo e os transportes públicos.

 Para começar bem o Verão, devido ao infortúnio de ter tido um acidente de carro, não tive outra opção e toca a andar de transportes públicos.
 Não sou, nem nunca fui,  grande amante de pessoas em geral, de sítios relativamente apinhados de pessoas, de barulho e tudo o que por si só envolva bandos de pessoas. Transportes públicos estão claramente incluídos na lista. 
 Morando perto da maravilhosa zona da Amadora e arredores, qualquer autocarro que passe perto de alguma dessas localidades tem sempre, garantidamente, "música" (sim, que aquilo para mim de música não tem grande arte) num telemóvel alheio, aos berros, cantorias dos portadores dos ditos telemóveis e só não dançam todos uma "bela coreografia" porque os motoristas são umas bestas ao volante. Caso não fossem, teríamos também espectáculos de dança. (Ainda bem que não.)
 Outra coisa que adoro nos transportes públicos, principalmente quando apinhados, ou até mesmo fora deles, é a falta de higiene que muitas pessoas têm. Gente é Verão, sabe bem tomar banho e há desodorizantes baratos, pelo amor da santinha! Já não basta irmos todos no calor, espremidinhos com pessoas completamente estranhas (tal sardinha em lata) e ainda temos que levar com o doce aroma das entradas do Inferno. Juntamente com isso temos os roçancos... Eu e contacto físico com pessoas alheias dispenso. Até com pessoas conhecidas dispenso, quanto mais com alguém com quem raramente me cruzarei outra vez na vida. (Para mal dos meus pecados, fui uma viagem quase toda com as mamas (e senhoras mamas!) de uma senhora assim para o rechonchuda, a suar (e como suava!), ali enfiadinhas no meu braço. Para piorar, quanto mais eu me tentava mexer para me afastar, mais parecia que o meu braço era puxado lá para o meio da imensidão de carnes... Eww!)
 Para terminar estas desventuras acrescento ainda o facto de, graças à "imagem estranha" que tenho (cabelo vermelho, alta, com tatuagens grandes, piercings, etc) levar muitas vezes com olhares e caretas daqueles que não compreendem que não mandam nem controlam o corpo nem a vida de pessoas alheias. (Não é que eu sequer me chateie com isso, até acho piada ao quão fechada e preconceituosa a mente do ser humano pode ser e lá sigo o meu caminho). Outras vezes são as abordagens das gentes que querem saber que tinta uso no cabelo, onde fiz as tatuagens, onde comprei mala X ou sapatos Y, mas em vez do "boa tarde" ou "desculpe incomodar" NÃO! Tratam-me por "tu", querem tocar-me no cabelo, querem tocar-me nos adereços ou então enquanto me estão a abordar fazem sempre questão de me estar a tocar. Odeio! Oh, se odeio! Uma vez uma situação dessas foi tão incómoda para mim que estive por um fio para responder à rapariga que conseguia tal cor no cabelo porque sacrificava 40 virgens, todas as noites de lua cheia, aplicava o sangue das mesmas virgens por 3 dias e por 3 noites no cabelo e voilá. 
 Para concluir este post digo desde já que, se algum dia existir algum massacre em algum tranporte público, por favor não pensem logo em mim. Eu reclamo e estrabuxo muito, mas lá no fundo até sou simpática! 


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Se todas as famílias fossem assim...

 Este não é de todo o melhor assunto para voltar a dar vida a este blog, mas visto que a minha sorte continua a ser muita, lá terá que ser.
 O meu tio faleceu sexta feira passada, malditas doenças sem cura!
 Quem me conhece bem sabe que não sei lidar com estas coisas da morte e o que a rodeia. Sim, sou uma mariquinhas sensível! Lá está, obviamente que fiquei e ainda estou muito triste, mas o caminho é em frente e tenho consciência que assim ao menos ele não sofre mais.
 Mas vamos ao ponto onde eu queria chegar, que era a estranha forma, para não dizer tentativa falhada, de os meus avós me tentarem animar depois do funeral.
 Avô:
 "- Tu devias era de te dar por contente por ir ver coisas dessas! Eu cá gosto de ir a funerais! É sinal que ainda cá ando!"  E no final ainda se riu, quase que como se fosse um riso maléfico. E o melhor não se ficou por aqui.
Avó:
 "- Oh filha, não chores! Eu sei que é mau, mas é o ciclo da vida... Hoje foi o teu tio, amanhã vou eu, ou o teu avô ou até mesmo a tua mãe!"
 E fico eu a pensar que é obvio que não tenho os parafusos todos! Já viram bem a quem é que eu fui sair?

sábado, 19 de março de 2011

Das coisas que me tiram do sério

 Confesso que passar a ferro não é certamente o meu passatempo favorito e só me dedico a ele quando praticamente a roupa está toda empilhada e não tenho mais que vestir. Nisso asseguro-vos, sou uma preguiçosa.
 O melhor é que no meio dessa montanha de roupa adorável também se encontram roupa interior e meias, muitas meias! Minhas, do meu namorado, às vezes da minha irmã ou do meu pai que vêm misturadas quando se apanha a roupa... Meias não faltam!
 A parte sem graça desta feira de peúgas é quando as tento agrupar em pares para as arrumar e nunca encontro o par, NUNCA!!! Se fosse apenas uma ou duas, mas não, são logo umas 10!

Tira-me mesmo do sério!